AGUSTIN PEREYRA LUCENA
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Um dos mais destacados violonistas sul-americanos, Agustín Pereyra Lucena ocupou um lugar ímpar na história da música latina. Natural de Buenos Aires, ele era obcecado pela música brasileira.
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Um dos mais destacados violonistas sul-americanos, Agustín Pereyra Lucena ocupou um lugar ímpar na história da música latina. Natural de Buenos Aires, ele era obcecado pela música brasileira. Discípulo de Antônio Carlos Jobim, Baden Powell e Vinicius de Moraes, a natureza das raízes argentinas de Agustín, combinada com a cultura brasileira e sua música, lhe conferiu um som inteiramente próprio.
Após ser descoberto em uma boate pelo músico e guitarrista Jorge Demonte, Agustín foi convidado para uma audição na gravadora argentina Tonodisc. Antes que percebesse, aos 22 anos, estava em estúdio gravando seu primeiro álbum.
Agustin convocou os compatriotas argentinos brasiliófilos Mario “Mojarra” Fernandez, que tocava baixo, e o baterista Enrique “Zurdo” Roizner. Ele ouvira a dupla acompanhando Vinicius de Moraes, Toquinho e Maria Creuza pela primeira vez em seu lendário álbum ao vivo “La Fusa”, também gravado em Buenos Aires. Para os vocais, Agustin trouxe sua velha amiga, uma professora de francês chamada Helena Uriburu, que na época (incrivelmente) nunca havia cantado em um estúdio antes.
As bossas atípicas e os sambas espirituais e suingados, compostos por muitos dos heróis de Agustín mencionados, foram elevados a novos patamares pelos arranjos deslumbrantes e pela guitarra fenomenal de Agustín. Os alcances quase cósmicos que Agustín alcançou com seu som são equilibrados pela sofisticação elegante e pela natureza leve da música.
Momentos de calma serenidade incluem a composição de Agustin, “Nina No Divagues”, “Chuva”, de Durval Ferreira e Pedro Camargo, e o clássico da bossa brasileira “Tristeza Nos Dois”, que parece se inspirar igualmente em discos exóticos e antigos de biblioteca. Acompanhada pela bateria de samba jazz arrastada de Roizner, a faixa de abertura “O Astronauta” é o cover de Agustin do standard brasileiro de violão composto por Baden Powell. Outro clássico de Baden Powell, “Consolação” é um set estendido com banda completa, que apresenta a guitarra nítida de Agustin dançando em torno de uma seção rítmica hipnótica. O contrabaixo é trocado por um elétrico grande e redondo, que permanece alto na mixagem por quase sete minutos de magia profunda, grooveada e distintamente do início dos anos setenta.
Agustín faleceu em 2019, e só nos últimos anos é que ele vem ganhando reconhecimento como um dos grandes nomes da América do Sul. No encarte do álbum, Vinicius De Moraes escreve: “Acho que nunca vi, com exceção de Baden Powell e Toquinho, alguém mais ligado ao seu instrumento do que Agustín Pereyra Lucena. Daria a impressão de que, se o violão lhe fosse tirado, ele se esvairia na música como alguém morre pela amputação de um braço.”

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